Evento oficializa início do Semear Castanha, rede para fortalecimento da cadeia de valor da castanha-do-Brasil

Indígenas, ribeirinhos, gestores de cooperativas e servidores públicos participam de oficina nos dias 13 e 14 de setembro, em Porto Velho

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) realiza a partir de amanhã, em Porto Velho (RO), a 1ª Oficina do Semear Castanha, “Rede de Assessoria à Cadeia de Valor da castanha-do-Brasil nos Estados de Rondônia e Amazonas”. O encontro é resultado de parceria entre IEB, Serviço Florestal Americano (USFS), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e conta com apoio da USAID.

O Semear Castanha é uma rede que reúne conhecimentos e experiências em torno da castanha-do-Brasil a partir dos atores envolvidos na cadeia de valor, como indígenas, ribeirinhos, gestores de cooperativas e servidores públicos dos estados do Amazonas e Rondônia. O grupo é composto por formandos do Formar Castanha, capacitação realizada pelo IEB no último ano, voltada à formação continuada em cadeias de valor sustentáveis.

A oficina reunirá mobilizadores e articuladores da rede em discussões em relação à melhoria nos preços, estabelecimento de novos arranjos produtivos locais e regionais, troca de experiências exitosas e não exitosas, articulações interinstitucionais com o Estado, criação de parcerias com compradores.

Com o Semear Castanha, os participantes assumem o papel de pesquisadores e poderão apresentar um levantamento de elementos importantes para o debate político do grupo: panorama dos problemas identificados, desenvolvimento de estratégias de solução e enfrentamento.

A partir destas informações, cria-se um banco de assessorias para propor a troca de conhecimento e informação entre os membros da rede Semear Castanha com comunidades, aldeias, terras indígenas, reservas extrativistas, municípios e cooperativas. Ou seja, as demandas de capacitação, troca de experiências, implementação de práticas e processos poderão ser atendidas pelos assessores da rede.

Andreia Bavaresco, coordenadora do escritório do IEB em Brasília, explica que está prevista a criação de um aplicativo de celular a ser desenvolvido a partir da oficina para auxiliar o castanheiro a tomar decisões em relação a custos, renda, preços e volume produzido para cada venda que pretenda fazer. “O uso do aplicativo, além de influenciar nas negociações praticadas, pode criar um ambiente de geração e integração de informações sobre a cadeia em vários níveis e escalas”, complementa.







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