“Estamos vivenciando um momento essencial para as ações do projeto Enraizando no Amapá. Após a fase de planejamento, definimos com clareza quais iniciativas receberão investimento em infraestrutura e assessoria nos territórios.” A avaliação é de Katiuscia Miranda, do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), e sintetiza o espírito da 2ª Reunião do Comitê Gestor do Projeto (CGP), realizada nos dias 28 e 29 de janeiro, em Macapá (AP). O encontro marcou oficialmente a largada das atividades de 2026 do Projeto Enraizando Amapá, iniciativa financiada pelo BNDES.

Instância central de governança do projeto, o CGP reuniu representantes do IEB, Fealq, Amazonbai e Instituto Terroá para dois dias de avaliação do ciclo anterior e planejamento coletivo do próximo período. O foco esteve na consolidação das ações nos territórios, no fortalecimento das cadeias da bioeconomia e no aprimoramento da governança, com base nos diagnósticos construídos junto às comunidades beneficiárias.
Segundo Katiuscia, o processo decisório do encontro refletiu o modo de trabalho do IEB. “Com essa decisão, buscamos fortalecer ainda mais o nível de maturidade e atuação dessas iniciativas locais. O grande destaque é que realizamos esse processo unindo participação, representatividade e engajamento dos parceiros, sempre baseados no diagnóstico realizado junto aos beneficiários”, destacou.
Para o Instituto Terroá, a reunião teve papel estratégico ao permitir uma visão integrada do projeto e dos impactos nos territórios. O analista de projetos Robson da Costa Ferreira ressaltou que os encontros do CGP são fundamentais para conectar planejamento e realidade local. “Quando a gente consegue ter um olhar geral do projeto e prospectar as mudanças nos territórios e nas associações, isso se torna muito significativo. Estar presente nos territórios e vislumbrar mudanças, mesmo que pequenas, através das pessoas das associações, é muito importante”, afirmou.
Ele acrescentou que o planejamento conjunto fortalece os pactos necessários para que as ações se concretizem. “É nesse espaço que conseguimos planejar o que foi feito, organizar os próximos passos e firmar acordos para que as ações realmente aconteçam no território”.
Para a parceira responsável por estudos e análises técnicas, FEALQ, o destaque se deu pelo o aprofundamento do conhecimento sobre a realidade dos assentamentos. Para Sergio Paganini, o processo desenvolvido até aqui foi determinante para orientar as próximas etapas do projeto. “Conseguimos mergulhar profundamente na realidade dos assentamentos, nas condições que eles têm para se desenvolver e nas possibilidades existentes. Fizemos um mapeamento rico de alternativas, que nos permite construir diretrizes para inserir esses projetos de forma mais consistente no mercado local e atender às compras institucionais”, explicou.
A Amazonbai também reforçou a importância do momento de planejamento para garantir a efetividade das ações em 2026. Gabriela Santos Correia, vice-presidente da Amazonbai, avaliou a reunião como essencial para a continuidade do projeto. “Esse planejamento é muito importante para dar continuidade ao Enraizando Amapá. A gente está organizando as ações de 2026 para que sejam executadas de forma efetiva nos territórios onde o projeto atua”, disse.
Sobre as expectativas da organização para o próximo período, Gabriela destacou o fortalecimento das cadeias produtivas locais. “Nossa expectativa é fortalecer os assentamentos por meio do curso de manejo, uma das atividades da Amazonbai dentro do projeto, especialmente para consolidar cadeias como a do açaí, que é estratégica para os territórios”.
Ao final dos dois dias, a reunião consolidou diretrizes para o planejamento de 2026, alinhou estratégias entre os parceiros e reforçou o compromisso coletivo com uma atuação baseada em diálogo, escuta e construção conjunta para seguir juntos no projeto, por mais um anos e seis meses.


