Projeto: IÊ Castanha – Inteligência Econômica Ecológica

Status
Já executado
Prazo
2024-2025 (12 meses)
Localização
O projeto está estruturado em 13 Regiões Castanheiras que representam importantes territórios de produção da castanha-da-amazônia nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Mato Grosso.
Doador
Objetivo

O IÊ-Castanha – Inteligência Econômica Ecológica é uma ferramenta digital desenvolvida de forma participativa pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), no âmbito do Observatório Castanha-da-Amazônia (OCA), para democratizar o acesso à informação na cadeia da castanha-da-amazônia. Seu desenvolvimento é sustentado pela atuação de uma rede de Mobilizadores Regionais, estratégia que coloca extrativistas e organizações comunitárias no centro da produção, validação e compartilhamento de informações.

Ao fortalecer o protagonismo dos territórios e a participação em rede, a plataforma transforma dados em inteligência coletiva para apoiar a tomada de decisão, ampliar o poder de negociação dos extrativistas, reduzir as assimetrias de informação e contribuir para relações comerciais mais justas, transparentes e equilibradas ao longo da cadeia da castanha-da-amazônia.

Desenvolvido com tecnologias abertas e adaptado à realidade da Amazônia, o IÊ-Castanha permite o monitoramento colaborativo de preços, fortalece a organização social e a governança territorial e promove o compartilhamento de informações estratégicas que valorizam o trabalho das comunidades extrativistas e contribuem para o fortalecimento das economias da sociobiodiversidade na Amazônia.

O IÊ-Castanha está estruturado em 13 Regiões Castanheiras que representam importantes territórios de produção da castanha-da-amazônia nos estados do Acre, Amazonas, Amapá, Pará, Rondônia, Roraima e Mato Grosso. A atuação da plataforma abrange os territórios do Alto Purus, Alto Solimões, Amapará, Centro-Sul Amazonense e Norte de Rondônia, Corredor Tupi-Mondé, Guaporé, Juruena, Médio Solimões, Metropolitana de Manaus, Negro, Norte do Pará e Leste Amazonense, Roraima e Xingu-Iriri, reunindo atualmente 36 municípios: Brasiléia, Rio Branco, Sena Madureira, Xapuri, Boca do Acre, Amaturá, Laranjal do Jari, Almeirim, Bagre, Beruri, Lábrea, Manicoré, Porto Velho, Cacoal, Mirante da Serra, Guajará-Mirim, Aripuanã, Brasnorte, Colniza, Juara, Alvarães, Fonte Boa, Tefé, Manaus, Barcelos, Novo Airão, Santa Isabel do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira, Nhamundá, Óbidos, Oriximiná, Terra Santa, Caroebe, Altamira e São Félix do Xingu. Essa organização territorial fortalece a articulação entre comunidades extrativistas que compartilham rotas de comercialização semelhantes, promovendo o intercâmbio de informações, o monitoramento colaborativo de preços e o fortalecimento da governança da cadeia da castanha-da-amazônia.

 

RESULTADOS ALCANÇADOS:

  • Plataforma desenvolvida e planejamento e integração do componente de coleta de dados ecológicos à mesma;
  • Consolidação da maior base colaborativa de dados sobre preços da castanha-da-amazônia, reunindo séries históricas desde 2018 e informações produzidas pelos próprios territórios.
  • Formação e fortalecimento de uma rede de Mobilizadores Regionais, responsáveis pela articulação dos territórios, validação dos dados e engajamento das organizações comunitárias na gestão da plataforma.
  • Estruturação de um modelo participativo de governança da informação, colocando extrativistas e organizações comunitárias como protagonistas na produção e no compartilhamento de dados estratégicos.
  • Desenvolvimento de uma plataforma adaptada à realidade amazônica, com tecnologias abertas, funcionamento offline e recursos de acessibilidade voltados a contextos de baixa conectividade e diferentes níveis de letramento digital.
Público beneficiado

Extrativistas da castanha-da-amazônia, suas associações e cooperativas, mobilizadores territoriais e organizações comunitárias que atuam na cadeia da castanha na Amazônia, fortalecendo sua organização, gestão e participação em processos de governança, além do acesso a informações para o monitoramento de preços e a qualificação da tomada de decisão.

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