O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos (Critical Ecosystem Partnership Fund – CEPF), administrado pela Conservation International Foundation (CI), apoia organizações da sociedade civil em regiões prioritárias para a conservação da biodiversidade, conhecidas como hotspots. Nesta fase, o projeto atua em três regiões estratégicas: Cerrado (Brasil), Indo-Birmânia (Camboja, Laos e Tailândia) e Andes Tropicais (Bolívia, Colômbia, Equador e Peru).
O Fundo de Parceria para Ecossistemas Críticos é uma iniciativa conjunta da Agência Francesa de Desenvolvimento, da Conservação Internacional, da União Europeia, da Fundação Hans Wilsdorf, do Fundo Global para o Meio Ambiente, do Governo do Canadá, do Governo do Japão e do Banco Mundial. Uma meta fundamental é garantir que a sociedade civil esteja envolvida com a conservação da biodiversidade.
Com foco em justiça socioambiental, o CEPF oferece apoio técnico e financeiro a povos indígenas e comunidades locais, promovendo o uso sustentável da biodiversidade, o enfrentamento das desigualdades de gênero e o fortalecimento da liderança das mulheres nos territórios.
No Brasil, o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) é a instituição responsável por implementar o projeto no Cerrado. Como Equipe de Implementação Regional (RIT), o IEB coordena, monitora e apoia tecnicamente os projetos selecionados, fortalece as capacidades das organizações beneficiárias e promove a troca de experiências entre diferentes territórios e comunidades.
A atuação do IEB inclui a gestão de pequenos subsídios, a realização de oficinas formativas e o apoio direto às organizações na elaboração de planos de ação de gênero e estratégias de conservação participativa.
APOIO A PROJETOS DE CONSERVAÇÃO RESPONSIVOS AO GÊNERO
Um dos eixos centrais do projeto é garantir que a conservação da biodiversidade considere as desigualdades de gênero nos territórios.
A proposta envolve o apoio técnico às organizações para a elaboração e execução de planos de ação de gênero, a inclusão de mulheres nas lideranças e a promoção de ambientes institucionais mais inclusivos. Incluindo:
- Concessão de subsídios específicos para projetos com enfoque de gênero;
- Mentorias e oficinas voltadas ao fortalecimento da atuação feminina em organizações ambientais;
- Diagnóstico e mapeamento de práticas já existentes, para ampliar seu alcance e replicabilidade.
MELHORIA DA SAÚDE DA BIODIVERSIDADE
O projeto tem como um de seus principais objetivos melhorar a saúde da biodiversidade e dos ecossistemas, beneficiando diretamente três regiões prioritárias: Cerrado, Indo-Birmânia e Andes Tropicais. A estratégia combina ações de conservação com foco em justiça socioambiental, beneficiando diretamente comunidades vulneráveis que dependem dos recursos naturais para viver e resistir.
Os resultados esperados incluem a redução de ameaças em Áreas-Chave para a Biodiversidade (KBAs) e a recuperação de populações de espécies ameaçadas. Entre os principais indicadores, estão:
As metas específicas do Cerrado nesta fase preveem:
– Redução de ameaças em 75.000 hectares de KBAs no Cerrado,
– Recuperação de ao menos 1 espécie ameaçada no bioma.
ENGAJAMENTO DAS COMUNIDADES LOCAIS NA CONSERVAÇÃO
As ações do projeto são baseadas na escuta ativa, no respeito aos modos de vida tradicionais e no fortalecimento de redes locais. O engajamento de comunidades indígenas, quilombolas, ribeirinhas, agroextrativistas e agricultoras e agricultores familiares é condição fundamental para a efetividade das estratégias de conservação.
Com isso, o CEPF Cerrado aposta na construção coletiva de soluções, incentivando processos de governança local que reconhecem o papel de quem cuida da terra todos os dias.
