IEB consolida atividade de 20 ANOS em plataforma online

  November 19, 2019

145.307 hectares de manejo de recursos naturais legalizados, 57.409 famílias beneficiadas, 9.321 pessoas capacitadas, dentre elas, 4.881 mulheres. 570 organizações locais apoiadas.

Como reunir o trabalho de uma instituição ao longo de 20 anos em um só lugar?

O desafio de quantificar as ações do IEB ao longo de duas décadas foi estrategicamente estruturado para torná-las visíveis de maneira rápida e transparente. A ferramenta utilizada foi o Tableau Public, onde é possível filtrar metadados para entender um pouco do que foi efetuado neste período.

“Foi um árduo trabalho, durou sete meses. Imagine que há 20 anos, nossos relatórios tinham metodologias diferentes, anotados em papéis, feitos por pessoas que já não trabalham mais no IEB. Há alguns anos instituímos formulários para padronizar essa classificação. Mas alguns dados se perderam, não tem jeito. Incluímos o que conseguimos e os números estão aí: temos muito orgulho do que construímos em 20 anos”, comemora Maria José Gontijo, coordenadora executiva e fundadora da instituição.

O Painel de resultados é bastante simples. Ele permite ao navegante clicar em um dos quatro programas desenvolvidos pelo IEB (Governança Socioambiental no Pará e Amapá, Povos Indígenas, Ordenamento Ambiental e Cerrado) e visualizar os indicadores de resultados acumulados ao longo dos anos. Os resultados são classificados segundo as áreas de atuação do IEB: Formação e Capacitação, Fortalecimento Institucional e Gestão Territorial e Ambiental. O painel também mostra o total de recursos investidos em cada programa.

Na aba Localização do painel, pode-se descobrir através de um mapa, em que municípios os projetos foram executados, qual foi o seu tempo de execução e quanto recurso foi destinado.
“Em nossos primeiros anos, tivemos uma atuação bem abrangente em municípios de diversos biomas; depois fomos nos concentrando mais na Amazônia e no Cerrado”, explica Maria José.

A plataforma foi incorporada ao site dentro da aba “O IEB”, em “Impactos e Resultados” e é melhor se visualizado em modo de tela cheia.


Duas décadas, dois momentos

A instituição tem dois momentos muito claros em sua atuação: os 10 primeiros anos foram mais dedicados à formação intelectual de gestores, professores, pesquisadores e pós-graduandos, através de cursos de formação e bolsas de estudo internacionais, investindo mais no campo do conhecimento.
Neste período, o IEB foi pioneiro ao ligar questões ambientais com as políticas setoriais de agricultura, infraestrutura, gestão de águas e clima, por exemplo. E ao trazer isso para os seus cursos e treinamentos, contribuiu com a formação de toda uma geração de técnicos, profissionais, militantes e ativistas da área ambiental.

Já nos 10 anos seguintes, foi migrando para um trabalho de apoio às organizações de base, o que alterou substancialmente o perfil da capacitação e dos cursos oferecidos. “Abordamos temáticas como desenvolvimento local, negócios sustentáveis e metodologias participativas para a construção de espaços públicos de negociação. O foco era organizar as comunidades para que se tornassem capazes de influenciar os rumos das políticas públicas no local, construir o contexto no qual elas iriam incidir”, explica Gontijo.

Com a abertura dos escritórios em Belém e no sul do Amazonas, o IEB fincava cada vez mais os pés na base, no chão das localidades, municípios, comunidades indígenas e ribeirinhas da Amazônia.

“Foi um movimento irreversível e transformador. Considero uma vitória o lançamento dessa plataforma. Já estamos catalogando de forma unificada as ações atuais, nesse 21º ano de IEB. E que venham os próximos 20 anos”, finaliza a veterana.