Curso debate gênero, educação e identidades negras no Amapá

  July 17, 2020

Foi iniciado em 29 junho o curso Educação, Gênero e Identidades Negras sob o Foco dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que devido a pandemia de Covid-19 terá uma etapa realizada à distância, por meio de aplicativo de mensagens instantâneas para celular.

A formação é desenvolvida pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) por meio do projeto Mulheres Negras e Quilombolas pelo Direito à Educação, apoiado pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para a Agenda 2030 e financiado pela União Europeia. Esta etapa do curso reúne 23 participantes do estado do Amapá, moradores de quilombos, representantes de movimentos sociais e servidores de secretarias municipais de educação.

A organização do processo formativo, ainda que seja somente uma etapa do Curso, é desafiadora diante das restrições de acesso à internet e as diferentes formas de tecnologias no celular. “Há participantes de comunidades onde o acesso a rede é feito somente a noite, quando é ligado o motor a diesel que fornece energia ao local”, conta Ruth Correa, analista socioambiental do IEB e uma das responsáveis pela ação. “A equipe teve que sintetizar conteúdos e adequá-los para diferentes tipos de aparelhos. Estamos aprendendo juntos a lidar com a tecnologia”, pontua Ruth.

Nessa etapa à distância foram criados grupos pelo aplicativo de mensagens instantâneas, onde as participantes do curso serão acompanhadas pela equipe do projeto, inclusive com técnicos do IEB fazendo o papel de tutores. “Estamos dando suporte para o esclarecimento de dúvidas e o desenvolvimento de atividades. Queremos que esse momento seja o mais interativo possível, pois em que pese à distância física, o IEB acredita que o conhecimento se constrói a partir da relação entre as pessoas, e destas com suas realidades”, explica Daltro Paiva, analista socioambiental do IEB.

O curso está dividido em unidades que debaterão, dentre outros temas, relações raciais no Brasil a partir da realidade da Amazônia amapaense e o contexto atual das desigualdades raciais. A equipe do projeto prevê uma etapa presencial desde que haja condições de segurança, onde os casos de Covid-19 se reduzam e as restrições de distanciamento social sejam revogadas no estado do Amapá.