Bacias

Desenvolver Planos de Recuperação para Microbacias mediante a articulação de comunidades, gestores públicos e atores locais, colaborando na implementação e fortalecimento do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá.

Projeto Recuperação de Bacias

Apresentação   

Em 2007, o WWF-Brasil começou a apoiar a recuperação das áreas de nascentes e a promoção de uma conduta mais sustentável na bacia do córrego Urubu, no Distrito Federal. Nesse processo, o Movimento Salve o Urubu, apoiado desde seu início pelo Movimento Nascentes do Brasil, desenvolveu o conceito de ecobacia e está trabalhando na consolidação deste modelo. Por definição, “ecobacia” é uma área de ocupação humana delimitada por uma bacia hidrográfica onde as pessoas desenvolvem uma convivência harmoniosa com a natureza. Ela se realizaria por meio da gestão participativa dos recursos naturais, da adoção de tecnologias que viabilizem a ocupação sustentável do solo, da correta relação com a água e da manutenção dos serviços ambientais. Em 2009, o IEB  foi convidado a participar da replicação da metodologia, utilizada entre os anos de 2007 e 2008 na mobilização e articulação da comunidade do Núcleo Rural do Córrego Urubu, para a mobilização da comunidade do Córrego Crispim, na cidade satélite do Gama, também em Brasília. O Projeto Bacias faz parte do Movimento Cyan, campanha pela valorização das águas patrocinado pela AMBEV.

Objetivos

Desenvolver Planos de Recuperação para Microbacias mediante a articulação de comunidades, gestores públicos e atores locais, colaborando na implementação e fortalecimento do Comitê de Bacia Hidrográfica do Rio Paranoá.

Desenvolver atividades de mobilização e articulação social, recuperação de áreas degradadas, monitoramento da qualidade dos corpos hídricos, entre outras ações de conservação.   

Área de atuação

A bacia hidrográfica do Paranoá, em Brasília - DF

O projeto inclui o monitoramento da qualidade da água nas microbacias hidrográficas do Lago Paranoá – Região Norte, envolvendo os Córregos Urubu-Sagui, Torto, Palha, Jerivá e Taquari.

Beneficiários

Diretamente, os chacareiros e moradores das microbacias envolvidas e, indiretamente, toda a população do Distrito Federal.

Atividades

  • Realização de levantamentos de atores-chave e diagnósticos socioambientais das microbacias.
  • Monitoramento da qualidade da água com base num kit colorimétrico.
  • Promoção e facilitação de fóruns de diálogos multilaterais baseados em metodologias de conversação que primam pela horizontalidade e sistematização dos debates.

Resultados esperados

  • Aprofundar o conhecimento sobre a realidade socioambiental das microbacias peri-urbanas.
  • Aprimorar as metodologias de diagnóstico participativo nestes contextos.
  • Aumentar a sinergia entre os grupos sociais envolvidos nestas questões ou relacionados a estes territórios.
  • Promover o modelo de ocupação sustentável e, consequentemente, garantir a qualidade e a disponibilidade de recursos hídricos para a população de Brasília.
  • Replicar a experiência em outras localidades.

Desenvolvimento do projeto

O projeto teve o seu início em outubro de 2010 e tem um prazo de duração de três anos. Em 2011, os moradores do Córrego Crispim e as lideranças locais participaram de uma capacitação no tema articulação de redes sociais, que visou auxiliar as lideranças no processo de auto-organização, trocas e compartilhamentos. Durante a oficina, as lideranças definiram que o viveiro de mudas, construído no Clube de Funcionários da Ambev, como forma de atendimento às prioridades elencadas no Café Social do Crispim, deverá ser utilizado como um espaço-educador, onde poderão ser realizadas as atividades de educação ambiental para a população da microbacia. O viveiro de mudas tem capacidade para produzir 10.000 mudas ao ano.

Como forma de ampliar a divulgação sobre o Projeto Bacias para os moradores locais e do Distrito Federal, em 2012, foram organizadas duas exposições fotográficas. A primeira delas foi organizada na galeria do Correio Brasiliense com material do fotógrafo Gabriel Romeo, que também é voluntário para o monitoramento do Córrego do Palha. O tema da exposição era a conservação do Cerrado. A segunda exposição foi organizada em um varal fotográfico e mostrava os principais momentos do monitoramento da qualidade da água realizado na Serrinha do Paranoá. Esta exposição-varal fez parte da Festa da Primavera do Núcleo Rural do Córrego Urubu e também ficou montada por duas semanas no Bálsamo SPA, localizado no Núcleo Rural do Córrego do Bálsamo.

Organizações parceiras

Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB)

WWF-Brasil

Faculdade JK

CET-Água – Centro de Estudos Transdisciplinares da Água – Universidade de Brasília

CRAD-UNB (Centro de Recuperação de Áreas da Universidade Brasília)

Comitê de Bacia Hidrográfica do Paranoá, IPOEMA

 

Financiadores

AMBEV