Seminário Gestão Integrada debate a importância da preservação de áreas do Sul do Amazonas

O evento, organizado pelo IEB, conta com a participação de aproximadamente 30 pessoas representando oito associações indígenas, sete extrativistas, coordenações regionais da Funai e ICMBio

Acontece até dia 06 de abril, em Lábrea (AM), o Seminário Final de Gestão Integrada de Terras Indígenas e Unidades de Conservação no Sul do Amazonas.

O evento, organizado pelo IEB (Instituto Nacional de Educação do Brasil), conta com a participação de aproximadamente  30 pessoas representando oito associações indígenas, sete extrativistas, três coordenações regionais da Fundação Nacional do Índio (Funai) e uma do ICMBio, dos municípios de Humaitá, Boca do Acre, Pauini e Lábrea. Durante o curso, foi elaborado um Plano de Ação de Gestão Integrada que será avaliado e aprovado na reunião.

Para Cloude Correa, coordenador do programa Povos Indígenas do IEB,a grande expectativa da entidade é que se possa avançar na agenda de gestão integrada de terras indígenas em unidades de conservação no Sul do Amazonas.

Ele explica que essa agenda vem sendo desenvolvida há alguns anos a partir de uma rede de parceiros que envolve mais de 20 instituições e, no último ano, foi promovido um curso de Gestão Integrada de Terras Indígenas em Unidades de Conservação envolvendo lideranças indígenas, extrativistas, gestores da Funai e do ICMBio. “Produzimos ao longo do processo de formação um plano de ação para Gestão Integrada das Terras Indígenas das Unidades no Sul do Amazonas e a nossa expectativa agora é que a gente possa conseguir apoio para poder desenvolver esse plano de ação para implementar de fato ações de gestão integrada no Sul do Amazonas e pra isso contamos com um conjunto de parceiros e apoiadores dessa iniciativa”, afirmou

O seminário é resultado de diálogo realizado durante todo o ano de 2016 no Curso Modular de Gestão Integrada, organizado pela ONG Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), com indígenas, extrativistas e gestores do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da Fundação Nacional do Índio (Funai). 

Já o coordenador executivo da Federação das Organizações de Comunidades Indígenas do Médio Purus, Marcílio Batalha, a expectativa para o Seminário é juntar todos os povos e extrativistas e trabalharem em prol da sustentabilidade da terra e para o povo. Gestão integrada é importante para unificar forças para trabalhar melhor, tanto instituições, como organizações e povos da floresta”, disse Batalha.

Fernando Viana, coordenador geral de Gestão Ambiental da Funai, que esteve na mesa de abertura, explica que a expectativa para a atividade é estabelecer um plano de ação a partir do curso de 2016. “Esse momento do seminário é muito interessante para o conhecimento das perspectivas futuras em torno da implementação desse plano de ação. Nós temos diversos atores representados no seminário. Vai ser interessante também vermos o compromisso que cada uma dessas instituições e atores terão em torno da implementação desse plano.”

O diretor do ICMBio Sede, Claudio Maretti, avalia que o primeiro ponto fundamental na visita à reserva extrativista Médio Coruja é fazer uma aliança entre índios , extrativistas, Funai e o Instituto Chico Mendes já que todos defendem os mesmos pontos. “Então precisamos conquistar 90% da sociedade que hoje acha lindo coisas como uma nova estrada, uma nova hidrelétrica, uma nova plantação de soja ou eucalipto e que não percebe os conflitos que isso envolve”, disse.

Para Benedito Clemente de Souza, representante da Associação dos Trabalhadores Agroextrativistas do Médio Purus (ATAMP), a gestão integrada permite alcançar as políticas públicas, tanto para extrativistas quanto para os indígenas. “Por isso estamos unindo forças para que possamos lutar pelo nosso direito, para que possamos ter uma autonomia maior de viver uma vida mais digna dentro das Unidades de Conservação e terras indígenas, afirmou.

Participaram da mesa de abertura nesta terça-feira o diretor do ICMBio, Claudio Maretti; o coordenador da Federação das Organizações e Comunidades Indígenas do Médio Purus, Marcílio Batalha Apurinã; coordenador do IEB, Cloude Correia; coordenador do Comitê Gestor da a Política Nacional de Gestão Territorial e Ambiental de Terras Indígenas (PNGATI), Mário Nicacio; o coordenador de Gestão Ambiental da Funai, Fernando Vianna; o vice-presidente Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi (Apadrit), pastor Antônio; e a representante da União das Mulheres Indígenas da Amazônia Brasileira Telma Marques. 

A primeira mesa de debates tratou o porque fazer gestão integrada, já a segunda atividade debateu: “Olhares sobre a gestão integrada de áreas protegidas no sul do Amazonas”.

 

 

 

 

 







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