Semear Castanha fortalece a cadeia de valor da castanha-do-Brasil

Primeira oficina reuniu indígenas, ribeirinhos, gestores de cooperativas e servidores públicos, em Porto Velho (RO)
O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) realizou, nos dias 13 e 14 de setembro, em Porto Velho (RO), a primeira Oficina do Semear Castanha, “Rede de Assessoria à Cadeia de Valor da castanha-do-Brasil nos Estados de Rondônia e Amazonas”. O encontro é resultado de parceria entre IEB, Serviço Florestal Americano (USFS), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e conta com apoio da USAID.

O Semear Castanha é uma rede de assessoria para o fortalecimento da cadeia de valor da castanha por meio de assistência técnica, articulação política e novas tecnologias. Para isso, o projeto reúne conhecimentos e experiências em torno da castanha-do-Brasil a partir dos atores envolvidos na cadeia de valor, como indígenas, ribeirinhos, gestores de cooperativas e servidores públicos dos estados do Amazonas e de Rondônia. A rede é  fruto do Formar Castanha, capacitação realizada pelo IEB em 2017, voltada à formação continuada em cadeias de valor sustentáveis.

Oficina
Divididas em dois dias, as atividades da oficina permitiram que os participantes avaliassem os resultados do Formar Castanha, apresentassem metodologias e propostas de melhorias para a cadeia produtiva e definissem as ações do projeto até o fim deste ano. Com o Semear Castanha, os participantes assumem o papel de pesquisadores e apresentam um levantamento de elementos importantes para o debate político do grupo: panorama dos problemas identificados, desenvolvimento de estratégias de solução e enfrentamento.

Presente no encontro, o coordenador geral de produção em uso sustentável do ICMBio, João da Mata, relembrou os temas gerais abordados no Formar Castanha e afirmou: “A ideia é avançar em todas as etapas dos elos da cadeia de valor da castanha e agora iniciar uma nova fase em que passamos a considerar vocês como parte de uma turma de assessoria”.

A partir das informações apresentadas na oficina, a proposta é criar um banco de assessorias para propor a troca de conhecimento e informação entre os membros da rede Semear Castanha com comunidades, aldeias, terras indígenas, reservas extrativistas, municípios e cooperativas.

Aplicativo
Também como instrumento facilitador da cadeia produtiva da castanha-do-Brasil, o Semear Castanha vai criar um aplicativo de celular para auxiliar o castanheiro a tomar decisões em relação a custos, renda, preços e volume do produto. De acordo com Andreia Bavaresco, coordenadora do escritório do IEB em Brasília (DF), “o  uso do aplicativo, além de influenciar nas negociações praticadas, pode criar um ambiente de geração e integração de informações sobre a cadeia em vários níveis e escalas”, explica.

Durante a oficina, os participantes definiram 40 ações estratégicas para serem realizadas até dezembro deste ano, que incluem novas oficinas, reuniões presenciais, seminários, atividades de campo, assessorias, formações entre outras.






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