O eterno nó na relação entre empresas e comunidades na Amazônia.

Notícia publicada no blog Razão de ser Sustentável, um espaço para contar sobre atitudes de empresas, pessoas físicas ou ONGs que estejam contribuindo para melhorar a vida de uma comunidade.

O eterno nó na relação entre empresas e comunidades na Amazônia.

 

 

Comparada com qualquer cidade da região amazônica,  Oslo, capital da Noruega, é muito mais rica e organizada, mas muito mais pobre em recursos naturais.  O paradoxo é até simplório, diante de tantos outros com os quais a gente se depara nesse mundo da sustentabilidade.  O interessante aqui é como três moradores de Barcarena, cidade paraense carente de tudo e com minério de sobra explorado por uma rede de empresas norueguesa, em visita oficial a Oslo, setembro do ano passado, puderam constatar in loco essa diferença. Pararam em frente a um belíssimo rio no centro da cidade e coçaram a cabeça:

— Ora, mas essa água daqui desse rio é mais limpa do que a que sai da torneira de nossas casas… E tudo isso eles conseguem com o minério que sai de nossas terras.

A história dessa longa viagem começou em 2009 e ainda está em curso. É  um exemplo vivo de como são difíceis  as relações entre o mundo corporativo e o dos habitantes de cidades pobres, carentes de tudo, cujo solo tem recursos de sobra para engordar o orçamento das empresas. Depois de receber uma denúncia de que a Norsk Hydro, empresa norueguesa, estava contaminando o rio Murucupi, em Barcarena, com os dejetos de suas atividades minerais, a ONG Ajuda das Igrejas da Noruega entrou em contato com o Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (Ibase) pedindo que avaliasse a situação . A preocupação da ONG norueguesa era que a empresa de seu país estivesse driblando as leis ambientais que, por lá, são bem severas. O fato em si, a denúncia de vazamento,  ainda não foi resolvido.  Existem duas a três mil ações correndo na Justiça do Pará, de pescadores locais exigindo indenização porque tiveram que parar de trabalhar. Os peixes estavam todos contaminados.

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