Manejo florestal comunitário é tema de aula no IFPA campus Castanhal

Parceria com Instituto Federal já dura mais de dez anos

Por Lucas Filho

Entre os dias 13 e 22 de fevereiro, membros da equipe do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) se deslocam para Instituto Federal do Estado do Pará (IFPA), campus Castanhal, para dialogar com educandos (as) sobre o tema do Manejo Florestal Comunitária e Familiar (MFCF).

 A atividade é resultado de uma parceria de dez anos entre os dois institutos que já formou cerca de 300 jovens, a maioria do curso técnico em florestas. A metodologia inclui trabalhos em sala de aula, participação em seminários e intercâmbios de experiência.

Esse ano os educandos (as) visitarão os municípios paraenses de Igarapé-Açu e Irituia para conhecer a dimensão organizacional de cooperativas e aspectos técnicos da gestão do território, a partir de experiências focadas na diversidade produtiva.

Temática

O MFCF é abordado a partir de experiências em que o IEB acumulou ao longo de sua trajetória de mais de 15 anos de estudo e debate sobre o tema. Os casos da Cooperativa Mista da Flona Tapajós (Coomflona), em Belterra, e do Projeto de Desenvolvimento Sustentável Virola Jatobá, em Anapú, estão entre os assuntos trabalhados em sala de aula. O apoio didático é acompanhado por materiais do IEB, por vídeos e “Casos de Ensino” elaborados pelo Florestabilidade, da Fundação Roberto Marinho.

Além de abordar aspectos técnicos do manejo, a proposta do IEB busca abranger temas transversais ligados à governança e a reprodução social das comunidades. Destaca-se nesse caso os diálogos sobre “Políticas Públicas e Programas de Governo” e “Cadeias produtivas sustentáveis”.

Proposta

“Nossa abordagem sempre foi ir para além da dimensão técnica do manejo. Todo ano buscamos trabalhar o tema de forma ampla para despertar um olhar mais qualificado sobre a floresta e os atores sociais que ali vivem”, comenta a coordenadora adjunta do IEB, Katiuscia Miranda.

Essa dimensão se torna mais relevante quando observamos uma tendência no aumento do desmatamento no Pará, com áreas de degradação se ampliando ao longo de territórios comunitários. “Hoje, mais do que nunca, devemos continuar investindo na formação desses jovens. A valorização sustentável da floresta depende de certa forma desses futuros técnicos e técnicas”, conclui Miranda.

Conheça mais sobre a parceria entre IEB e IFPA







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