Lideranças participam do último encontro do Programa Liderar

As atividades foram encerradas com o plano de ação para as comunidades
Turma de 2016 reunida no segundo encontro em Brasília Foto: Letícia Freire/IEB
Turma de 2016 reunida no segundo encontro em Brasília Foto: Letícia Freire/IEB

Por Letícia Freire/IEB

Após o trabalho realizado em conjunto com as comunidades, os participantes do Programa Liderar se reuniram para o segundo e último encontro, de 27 de agosto a 3 de setembro, na Cáritas Brasileira, em Brasília. As lideranças fizeram o exercício entre o primeiro e o segundo encontro de elaborar a árvore de problemas com as suas comunidades. 

“O intervalo entre o primeiro para o segundo encontro mostrou as dificuldades de executar um projeto e desenvolver o trabalho na comunidade, porque nem sempre a gente consegue reunir toda a comunidade. Esse segundo encontro foi muito produtivo, mas cansativo também. É uma pena que não vamos ter o terceiro”, lamentou Joelma Menezes, liderança quilombola da comunidade do Rosa, no Amapá.

Essa é a turma com o maior número de participantes na história do Programa, 21 no total e com representantes dos estados do Amapá, Pará, Amazonas, Roraima e Mato Grosso. É a turma com a maior participação de mulheres – metade do grupo – e indígenas – que respondem por um terço da turma. Uma das atividades desse encontro foi dar continuidade ao exercício de análise das dificuldades enfrentadas pelas comunidades para identificar, fazer o diagnóstico de e priorizar os problemas.

Os participantes empregaram um conjunto de ferramentas como a árvore de objetivos, a matriz Fofa (fortalezas, oportunidades, fraquezas e ameaças), o mapa de atores e a matriz simplificada de planejamento. “Esse é um módulo centrado no planejamento das ações que visam o enfrentamento do problema prioritário identificado por eles no diagnóstico prévio”, afirmou Henyo Barretto, coordenador político-pedagógico do programa.

Colaboraram nesse módulo no tratamento dos diferentes temas que foram abordados, Ailton Dias, da equipe do IEB Brasília, que desenvolveu uma análise de conjuntura a partir dos insumos do encontro passado e deste; e Juliana de Paula Batista, da equipe do Instituto Socioambiental (ISA) em Brasília, que enfocou a relação entre cidadania, direitos e participação social.

Visitas

As lideranças fizeram visitas aos seguintes órgãos: Fundação Nacional do Índio (Funai), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e a 6ª Câmara de Coordenação de Revisão do Ministério Público Federal (MPF). Eles conversaram com os representantes para sanar dúvidas e levaram documentos com as demandas das suas respectivas comunidades.

“O Liderar é um parceiro que contribui muito porque fala sobre as políticas públicas, os órgãos que podemos procurar para atender as demandas da comunidade, como se comunicar melhor com a comunidade, como enxergar o problema de forma mais clara e formas para resolvê-los”, disse Gilmara Pereira, jovem liderança da Reserva Extrativista do Rio Ituxi, em Lábrea, Amazonas, vinculada à APADRIT (Associação dos Produtores Agroextrativistas da Assembleia de Deus do Rio Ituxi). Para Irismar Duarte, liderança oriunda da mesma ResEx e presidente da AMARI (Associação dos Moradores Agroextrativistas da ResEx Ituxi), “o Liderar é mais do que um espírito de equipe. Nós aprendemos a ter uma nova família”.







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