Lideranças agroextrativistas participam de capacitação em Belém

Curso reunirá moradores de áreas atendidas pelo programa “Bolsa Verde”.

Entre os dias 26 e 30 de junho inicia em Belém a primeira turma do curso “Formar Agroextrativismo”, com 25 representantes de Unidades de Conservação (UC) do Pará, Maranhã e Amapá. Fortalecer a produção sustentável e a defesa dos territórios são objetivos da capacitação, realizada pelo Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) e pelo Departamento de Extrativismo do Ministério do Meio Ambiente (DEX-MMA), com apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), no âmbito do Programa Bolsa Verde.

O curso vai discutir o Agroextrativismo, a Gestão de Recursos Naturais e as Políticas Públicas para Inclusão Socioprodutiva. Após a capital paraense a formação passará pelas cidades de Santarém, Manaus e Rio Branco. Os participantes residem em áreas com forte pressão socioambiental, como, por exemplo, o desmatamento. O objetivo é capacitar 100 lideranças de 37 UCs da Amazônia (Amazonas, Rondônia, Acre, Amapá, Maranhão e Pará).

“A proposta desse curso é fortalecer ainda mais o protagonismo de lideranças amazônicas na luta pela conservação dos recursos naturais. Essa abordagem o IEB tem desenvolvido há mais de 15 anos. Acreditamos que esse público é o maior interessado em defender a Amazônia e seus recursos”, comenta o coordenador executivo do IEB, Manuel Amaral Neto.

Bolsa Verde
No país mais de 50 mil famílias recebem recursos do Bolsa Verde. Desse total, cerca de 30 mil estão no Pará. Entre os objetivos do programa está a participação dos beneficiários em ações de capacitação. O Formar Agroextrativismo é uma das estratégias para colocar em prática essa finalidade.

Segundo o diretor de Extrativismo do MMA, Mauro Pires investir em capacitação e na melhoria do conhecimento é fundamental para diminuir as desigualdades sociais e ampliar os benefícios da política ambiental liderada pelo programa Bolsa Verde.

“A nossa expectativa é muito boa, porque o curso usará uma metodologia baseada na realidade do educando, aproximando o conteúdo (agroecossistemas, manejos sustentáveis) do cotidiano. É o famoso aprender fazendo”, explicou Mauro Pires.

O Programa concede R$ 300 reais, de três em três meses, para residentes em áreas de prioridade de conservação ambiental, dentre as quais, as Reservas Extrativistas, as Florestas Nacionais e os Projetos de Assentamento. Ser registrado no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico) e residir em áreas que estejam de acordo com as leis ambientais são critérios para receber o recurso.







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