Indígenas e gestores públicos discutem sobre gestão integrada no sul do Amazonas

O curso de formação foi realizado em Porto Velho de 6 a 10 de junho
Foto: Sara Gaia/IEB
Foto: Sara Gaia/IEB

O primeiro módulo do Curso Gestão Integrada de Terras Indígenas e Unidades de Conservação no Sul do Amazonas foi realizado no período de 06 a 10 de junho, no Centro de Cultura e Formação Kanindé, localizado em Porto Velho, Rondônia. A realização do curso é fruto de uma parceria entre o IEB, as associações indígenas e extrativistas do Sul do Amazonas, a Fundação Nacional do Índio (Funai) e o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), com apoio da Fundação Gordon e Betty Moore.

O curso é a primeira etapa de formação de indígenas e extrativistas dos rios Purus e Madeira, além de gestores públicos das coordenações regionais da Funai no Médio Purus, Alto Purus e Madeira, da regional do ICMBio em Porto Velho e dos gestores de unidades de conservação na região.

O objetivo do curso é  fomentar e qualificar a discussão sobre a gestão integrada de TIs e UCs na região. Nessa direção, os povos indígenas e extrativistas estão aprofundando o diálogo com órgãos públicos locais e federais, em busca de uma gestão territorial e ambiental mais efetiva das áreas protegidas na região, com respeito aos costumes e a realidade de cada grupo social.

O módulo foi dividido em três momentos. Inicialmente foram realizados diálogos para sensibilização das partes levando em conta um contexto de recentes conflitos na região. Em seguida foram trabalhados os históricos de ocupação extrativista e indígena no sul do Amazonas e discutidos alguns dos conceitos fundamentais para a gestão integrada (terra, território, gestão, integrado, sustentabilidade, entre outros), além das características e do contexto que unifica povos indígenas e extrativistas no sul do Amazonas.

Por fim, foi apresentada uma experiência de gestão integrada em TIs e UCs que acontece no sul do Maranhão e norte do Tocantins: o Projeto Frutos do Cerrado, realizado em uma parceria da Associação Wyty-Cate e o Centro de Trabalho Indigenista (CTI).

Os participantes do curso receberam, ainda, uma atividade que deverá ser realizada entre o segundo e o terceiro módulo, orientando o repasse de informações para suas comunidades além de um diagnóstico das atividades de gestão territorial e ambiental que já foram ou estão sendo realizadas nas áreas protegidas. O próximo módulo está previsto para ser realizado em agosto e, o terceiro e último, em outubro. 







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