IEB repudia articulação do atual Governo para reduzir Unidades de Conservação

Segundo o documento assinado por 17 entidades, a manutenção destas áreas protegidas como foram originalmente estabelecidas, obedecendo a critérios técnicos, é crucial para a conservação da biodiversidade regional e para o desenvolvimento de políticas diferenciadas para os municípios da região

O IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil) e mais 16 entidades  assinaram manifesto de repúdio à proposta de se constituir um instrumento legal (Projeto de Lei ou Medida Provisória) que promova as alterações nos limites da Reserva Biológica do Manicoré, do Parque Nacional do Acari, das Florestas Nacionais do Aripuanã e de Urupadi, e sobre a extinção da Área de Proteção Ambiental dos Campos de Manicoré.

Segundo o documento, a manutenção destas áreas protegidas como foram originalmente estabelecidas, obedecendo a critérios técnicos, é crucial para a conservação da biodiversidade regional e para o desenvolvimento de políticas diferenciadas para os municípios da região, gerando importantes subsídios para o desenvolvimento regional sustentável e contendo a expansão das atividades predatórias e ilegais em curso. Além disso, contribui efetivamente com as metas e compromissos estabelecidos pelo Governo Brasileiro tanto em suas políticas públicas internas, estruturadas através do Programa Áreas Protegidas da Amazônia  ARPA e do Plano de Ação para Prevenção e Controle do Desmatamento na Amazônia - PPCDAM, assim como nos Acordos Internacionais, destacando-se a Convenção da Diversidade Biológica e a Convenção do Clima.

O IEB também entende que, remover esta proteção de 1 milhão de hectares contribuirá para o - já notável - aumento do desmatamento na Amazônia , comprometendo também a credibilidade do Brasil diante da comunidade  internacional, influenciando negativamente a imagem conquistada após esforços bem sucedidos no combate ao desmatamento e às mudanças climáticas. Tal decisão colocaria em risco não só a biodiversidade, as metas e compromissos assumidos, mas também o futuro hídrico e econômico do país, já que a Amazônia fornece água suficiente para abastecer grande parte da população brasileira e ainda ao agronegócio do país.

O manifesto é dirigido para o Presidente da República, Michel Temer equipe de ministros responsáveis pelo tema, bem como os presidentes da Câmara e do Senado Federal.

Confira ao lado íntegra do documento.

 







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