IEB realiza Terceiro Módulo de Curso de Formação de Agentes Ambientais Indígenas

Atividade integra o Projeto Gestão Territorial Indígena, executado pelo IEB com o apoio do Fundo Amazônia

Com um fósforo aceso em mãos, cada um dos 43 participantes do Terceiro Módulo da Formação de Agentes Ambientais Indígenas (AAI) contou o que fez durante as atividades entre módulos. A proposta da dinâmica que deu início ao curso era narrar, enquanto palito queimava, o que mais marcou do tempo aldeia, em que os AAI realizaram atividades nas comunidades. Ao cessar da chama se encerrava a fala. Essa dinâmica serviu de metáfora para o momento atual da formação.

“Esse é um momento muito importante para o grupo. O fósforo está aceso e é preciso desenvolver uma série de atividades e trabalhar diferentes conteúdos até o final do Projeto Gestão Territorial Indígena, executado pelo IEB com o apoio do Fundo Amazônia”, explica Sara Gaia assessora do Programa Povos Indígenas do IEB.

Entre várias ações, os AAI citaram mutirões de SAF, excursões de vigilância indígena, mapeamento de castanhais, participação na Assembleia da FOCIMP e acompanhamento das pesquisas sobre atividades produtivas, todas realizadas a partir de novembro de 2017.

“Os alunos vieram de atividades concretas e bastante diversificadas nas terras indígenas, o que fez com que a gente percebesse um amadurecimento muito positivo de cada um e o fortalecimento da turma enquanto coletivo”, afirmou Chris Lopes técnica de campo do IEB, destacando a importância do curso para o empoderamento dos alunos e o papel que estão desenvolvendo em seus territórios.

Rafa Francisco da Silva Apurinã, Antonio Gelielson da Costa e Antonio Carlos Apurinã, alunos do curso, reforçam essa percepção. Para eles, o mais importante da formação foi poder ampliar o conhecimento e poder aplicá-lo na prática, promovendo o fortalecimento e defesa das aldeias.

Na turma do Purus, que reúne Agentes Ambientais Indígenas das Terras Indígenas Caititu, Água Preta/Inari, Km 124 e Boca do Acre, o processo formativo chegou no meio do percurso. Estão previstos mais três módulos presenciais de dez dias, sendo o próximo marcado para novembro de 2018.

O grande tema do terceiro módulo foi monitoramento, voltado à gestão territorial, às atividades produtivas, ao monitoramento da fauna e flora e à proteção das Terras Indígenas, que aconteceu no Centro de Formação da Kanindé em Porto Velho/RO, de 6 a 15 de junho.

Participaram pelo IEB, Luciene Pohl, Sara Gaia, Andreia Bavaresco, Elaine Parantins, Chris Lopes e Leandro Borges. O curso contou também com a participação da Priscila Feller da Coordenação-Geral de Monitoramento Territorial (CGMT) da FUNAI, das Coordenações Regionais do Médio Purus e do Altos Purus, de Lúcia Wadt da Embrapa, Karen Kainer da Universidade da Flórida e Igor Ferreira, consultor que acompanha a turma desde o início.

Indígenas também contribuíram com a formação, em uma linguagem de parente para parente, como foi o caso de Sineia do Vale, coordenadora do programa de gestão territorial do Conselho Indígena de Roraima (CIR), que apresentou para a turma a experiência de gestão territorial desenvolvida em Roraima, e Genisvã, também do CIR, que trabalhou técnicas de monitoramentos produzidos pelos próprios indígenas, também pelo CIR.







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