IEB realiza oficina de elaboração de projetos para implementação da PNGATI na Região do Rio Madeira

Durante os quatro dias de evento foram desenvolvidas uma série de atividades, além da troca de experiências entre quatro associações indígenas da região.
foto: Equipe IEB
foto: Equipe IEB

O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB) realizou na última semana a Oficina de Capacitação e Elaboração de Projetos, em Humaitá, com foco na elaboração e execução de projetos que proporcionem a implementação da Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial de Terras Indígenas (PNGATI) na Região do Sul do Amazonas, bacia do Rio Madeira. O evento promovido pelo IEB e OPAN, com parceria da Funai e ICMBio, aconteceu no auditório da Universidade Federal do Amazonas, de 17 a 21 de abril.

Segundo o IEB, a Oficina representa para a região mais um passo no fortalecimento das associações indígenas e na implementação da PNGATI, na medida em que buscou elaborar com os dirigentes das associações, em ambiente formativo e colaborativo, os seus projetos de apoio a ações de gestão territorial e ambiental nas terras indígenas.

Durante os quatro dias de evento foram desenvolvidas uma série de atividades, além da troca de experiências entre as quatro associações indígenas da região: Associação do Povo Indígena Tenharim Morogitá (Apitem), Associação do Povo Indígena Tenharin do Igarapé-Preto (Apitipre), Organização do Povo Indígena Parintintin da Amazônia (Opipam) e Associação do Povo Indígena Jiahui (APIJ). Os projetos têm previsão de início em junho, e terão duração de dois anos.

Para Cleudo Tenharim (Apitipre), as associações saem fortalecidas do encontro. “Estamos tendo a oportunidade de trocar experiências e buscar uma solução para nossa juventude para que eles possam enxergar nosso território de forma sustentável”, destacou.

Aprender uma nova metodologia e poder aplicá-la imediatamente ao projeto foi de extrema importância, segundo Cleiton Ramos Macedo, representante da APIJ. “Essa oficina está sendo divisor de águas. O aprendizado será utilizado tanto para a associação quanto para minha vida”, disse. Domingos Parintintin, da Opipam, compartilha da opinião. Ele destaca a capacitação nas áreas de prestação de contas e relatórios como os pontos altos da oficina.

A troca de experiências entre associações também foram destaque durante os quatro dias de encontro. “Cada associação tem uma experiência diferente e a troca de conhecimento é essencial. Para nós é uma experiência muito importante”, frisou Márcio Tenharim, coordenador da Apitem.

 







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