IEB promove 1º módulo de Formação de Agentes Ambientais Indígenas do SulAm

O objetivo do programa é formar pessoas que possam atuar na gestão ambiental e territorial de suas terras indígenas

No âmbito do Projeto Sulam Indígena, de Implementação de Planos de Gestão Territorial e Ambiental (PGTAs) e com o apoio do Fundo Amazônia, o IEB realizou de 15 a 26 de junho de 2017, o primeiro módulo do programa de Formação de Agentes Ambientais Indígenas do sul do Amazonas. As associações indígenas da região em diálogo com o IEB indicaram 10 agentes ambientais de cada comunidade. O programa de formação de agentes ambientais indígenas terá a  duração de  três anos e meio e será composto por módulos presenciais na cidade e um conjunto de atividades práticas nas aldeias.

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Esse primeiro módulo do programa, com duração de 12 dias, foi direcionado aos índios Kagwahiva, da região do Médio Madeira, no município de Humaitá. O curso aconteceu em Porto Velho (RO) no Centro de Formação e Cultura Kanindé e e contou com a participação de indígenas de três Terras Indígenas: Jiahui, Ipixuna e Nove de Janeiro.

O objetivo do programa é formar indígenas que possam atuar e multiplicar conhecimentos sobre gestão ambiental e territorial dentro das comunidades. Participaram pelo IEB, Marcela Menezes, coordenadora adjunta do Programa Povos Indígenas do IEB, Sara Gaia, assessora e articuladora das ações na região do Madeira e a coordenadora do IEB Brasília, Andréia Bavaresco. O curso teve também participação da Coordenação-Geral de Monitoramento Territorial (CGMT) da FUNAI.

Gaia explica que durante todo o curso a troca de experiências foi intensa. “Eles contaram como está o processo de ocupação no território hoje e então partimos para conceitos iniciais de gestão territorial e ambiental”, contou.

No processo de implementação dos PGTAs, a formação de agentes ambientais é o principal objetivo do projeto. A partir da qualificação desses atores será possível discutir a realização de a implementação de sistemas agroflorestais, ações de controle territorial e de fortalecimento dos sistemas produtivos indígenas.

Os agentes ambientais indígenas tiveram a oportunidade de ser apresentados aos conceitos introdutórios sobre cartografia e uso de GPS, com o consultor Marcelino Dantas. Também tiveram debates sobre proteção territorial e atividades produtivas.

Todo o curso de formação do IEB é baseado no diálogo de saberes. Segundo Sara Gaia, a equipe não chega com todo o conteúdo pronto. “Nós construímos com eles o curso e as perspectivas para o próximo módulo. A formação tem como premissa o dialogo entre as ciências indígenas e a ciência ocidental”, afirma.

O projeto contou ainda com o apoio da Associação do Povo Indígena de Jiahui (APIJ) e da Organização do Povo Indígena Parintintin do Amazonas (OPIPAN).

 







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