IEB participa de encontro para debater problemas e desafios no Norte do País

O I Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas da Região Norte vai reunir ribeirinhos, gestores, servidores públicos e pesquisadores.

Por volta de 150 pesquisadores, cientistas, gestores, servidores públicos, ribeirinhos e ambientalistas se reúnem em Manaus (AM), entre os dias 7 e 9 de março, para discutir a gestão de grandes territórios de áreas protegidas, a maior parte delas florestas, na região Norte do Brasil.

O evento, que conta com a participação de várias entidades, entre elas o IEB (Instituto Internacional de Educação do Brasil), busca a mobilização e troca de experiências. Além disso, vai discutir como garantir a proteção, o ordenamento territorial e a boa gestão de uma área equivalente a 32 milhões de campos de futebol no interior da Amazônia e em parte do Cerrado.

Atualmente, as áreas protegidas brasileiras – responsáveis por uma série de serviços ecossistêmicos como controle do clima, purificação da água e do ar, controle de pragas, recreação e turismo - correm grandes riscos com projetos de infraestrutura que são feitos sem o devido cuidado ambiental, como hidrelétricas e estradas.

Transmissão

O I Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas da Região Norte – o nome oficial do evento – acontece no Quality Hotel, na Zona Centro-Sul da capital amazonense. O WWF-Brasil está dando apoio técnico e financeiro a esta iniciativa.

O primeiro dia de programação terá transmissão ao vivo no perfil oficial do WWF-Brasil no Youtube, disponível no https://www.youtube.com/WWFBrasil. A transmissão tem início às 10h de Brasília (DF) e será possível interagir com a mesa onde serão realizadas as palestras e os painéis.

Outros encontros

Na programação do encontro, constam temas como governança, gestão integrada e compartilhamento de experiências exitosas.

A coordenadora da Rede Mosaico de Áreas Protegidas (Remap), Heloisa Dias, lembrou do motivo desta mobilização: “Queremos fortalecer a estratégia de mosaicos num contexto nacional e ajudar a consolidar as políticas públicas voltadas para os territórios protegidos do Brasil”, explicou.

A Remap reúne gestores, pesquisadores e interessados nos mosaicos de áreas protegidas do Brasil. Atualmente a rede articula a realização de outros encontros ao longo do ano: existe a proposta de um evento em maio voltado aos mosaicos da Mata Atlântica e outro em setembro, para debater a situação dos mosaicos do Cerrado e do Espinhaço. Um encontro nacional deve acontecer no final do ano.

Participam deste encontro, oficialmente, os representantes dos seguintes mosaicos:

 

  • Mosaico do Lago de Tucuruí (PA);
  • Mosaico do Apuí (AM);
  • Mosaico do Baixo Rio Negro (AM);
  • Mosaico da Amazônia Meridional (AM/MT/RO);
  • Mosaico da Amazônia Oriental (AP/PA);
  • Mosaico do Jalapão (TO/BA).

Para a organização do I Encontro dos Mosaicos de Áreas Protegidas da Região Norte estarão envolvidos: a Remap, o WWF-Brasil, o Instituto Pacto Amazônico (IPA), o Instituto de Desenvolvimento Florestal e da Biodiversidade do Estado do Pará (Ideflor-bio), a Fundação Vitória Amazônica (FVA), o Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), o Instituto de Pesquisa e Formação Indígena (Iepé), o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), o Instituto Socioambiental (ISA) e o WCS-Brasil.

O que é um mosaico de áreas protegidas?

Um mosaico de áreas protegidas é uma figura jurídica prevista na lei nº 9985/2000, a lei que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação (Snuc).

Ele é basicamente um conjunto de unidades de conservação, quilombos ou terras indígenas que, por compartilhar uma série de características físicas em comum (geografia, hidrografia e biodiversidade, por exemplo) compartilham ações, planos e estratégias comuns para conservação de seus recursos naturais, culturais e sociais.

A ideia dos mosaicos é otimizar recursos e maximizar resultados, garantindo a participação social no controle das áreas protegidas e garantir maior eficiência nas ações. Atualmente, existem 15 mosaicos de áreas protegidas no Brasil – a maior parte deles na Amazônia.

 

 







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