Comunidades da “Verde Para Sempre” iniciam extração sustentável de madeira

Custos de operação e logística são divididos entre seis comunidades da Reserva Extrativista (RESEX)

Nos dias 04 e 05 de agosto, as comunidades da RESEX “Verde para Sempre” se reuniram para avaliar o início da safra, iniciada em julho. A colheita de seis planos de manejo florestal sustentável fornecerá ao mercado 13 mil metros cúbicos de madeira legalizada,  desse total quatro mil são certificados. 

A extração é resultado de um esforço institucional de várias entidades de apoio, mas principalmente do trabalho de seis organizações comunitárias locais. Em  julho de 2016 elas constituíram o Grupo de Gestão Florestal para discutir estratégias de operacionalização e comercialização da madeira. 

O plano inicial foi somar o volume de produção comunitária e dividir os custos operacionais e logísticos. O objetivo final é facilitar o diálogo com o segmento empresarial e garantir os benefícios financeiros a todas as famílias envolvidas nas operações de extração florestal.

Atividade

No encontro de agosto o grupo traçou um planejamento dos próximos passos, considerando a realidade das comunidades (veja abaixo demais resultado da atividade). Além disso, foi apresentado  a plataforma de compra e venda da madeira do Instituto BVRio -  uma organização cuja  missão é promover o uso de mecanismos de mercado para facilitar o cumprimento de leis ambientais e apoiar a economia verde no Brasil.

Resultados

  • Calendário atualizado da colheita florestal para a safra de 2017;
  • Constituição de orientações e critérios para a formalização dos acordos para contratos de compra e venda da madeira,  aluguel de maquinário, e parceria entre associações e cooperativa no âmbito Termo de Execução Descentralizada (TED);
  • Consolidação dos regimentos internos para o funcionamento operacional do plano de manejo florestal. O ponto principal foi criação dos Fundos para uso dos rendimentos da produção, garantindo recursos de custeio para a safra seguinte.
  • Definição de estrutura de gestão para a operacionalizar o plano de manejo pelas comunidades (elencou-se os critérios e perfis do coordenador geral, coordenador de campo e coordenadores de equipe).

Troca

São grandes os desafios para implementar as estratégias pensadas coletivamente. Vão desde habilidades técnicas a capacidades gerenciais. Contudo a troca de experiências com os moradores do Arimum tem sido muito importante nesse processo, uma vez que a comunidade, que dá nome a um dos rios da RESEX, está na sua quinta área de extração madeireira, sendo a primeira com certificação FSC.


Muitas capacitações já foram realizadas junto às comunidades. “Agora é o momento de experimentar na prática as estratégias pactuadas, e garantir os momentos coletivos de avaliação, planejamento e troca de informações”, comenta Katiuscia Miranda, coordenadora de projetos do Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB).


Esforço coletivo

A articulação e animação do Grupo de Gestão Florestal é feita pelo IEB em conjunto com o Comitê de Desenvolvimento Sustentável de Porto de Moz (CDS). Além disso, outros parceiros participam e somam esforços importantes para o sucesso das atividades na ResEx: o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), o Instituto Floresta Tropical (IFT), o Serviço Florestal Brasileiro(SFB), a Universidade Federal do Pará (UFPA) e o Serviço Florestal Americano(USFS).







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